quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Esquilo



Particularmente abundante no interior do PNPG, depois de algumas décadas de expansão ao longo do ultimo quartel do seculo XX a partir da raia galega, o esquilo é uma espécie inconfundível da fauna geresiana, graças a uma pelagem castanho-avermelhada, uma cauda longa e peluda e tufos distintivos nas orelhas que se mantém durante o Inverno. Apesar de exclusivamente diurno, este pequeno e ágil mamífero arborícola, que se alimenta principalmente de sementes de diversas espécies de árvores, não se revela fácil de observar e de fotografar. Com efeito, detectar um esquilo no interior sombrio de um bosque poderá revelar-se uma tarefa, no minimo, morosa. Para o encontrar deve, em primeiro lugar, procurar vestígios da sua presença, nomeadamente restos de refeições(pinhas ou sementes roídas) que se encontram geralmente no chão, junto de árvores maduras com um bom potencialde alimento. Depois, devidamente camuflado, munido de binóculos, de uma boa dose de paciência e persistência, bastar-lhe-á esperar.




In: Passeios e percursos irrepetíveis - Parque Nacional Peneda Gerês
De: Manuel Nunes / Jorge Nunes
Editora: Alhena Media

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Citação II


"A natureza dá a cada época e estação algumas belezas peculiares; e da manhã até a noite, como do berço ao túmulo, nada mais é que um sucessão de mudanças tão gentis e suaves que quase não conseguimos perceber os seus progressos." (Charles Dickens)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Trilho da Calcedónia

04-07-2009

Presenteados com um belo dia de sol a fazer lembrar que o Verão estava a começar, eu e Abel Vieira começamos a subir a ingreme encosta com que nos iamos deparando,rumo á Fenda da Calcedónia, tarefa que não se revelou tão simples como eu pensava. O trilho não dava tréguas e foi algo penoso chegar ao cimo um pouco por culpa das temperaturas acima da média que o termómetro ia registando...Chegados á entrada da fenda logo verificamos que não estavamos ss, um grupo tinha acabado de sair e mal tinhamos acabado de entrar na fenda já outro grupo atrás de nós se preparava para nos seguir...
A “travessia”, da fenda mostrou-se bastante complicada um pouco tambem por ser a 1ª vez para ambos, e estarmos bastante cautelosos pois as paredes apresentavam se bastante húmidas e escorregadias. A progressão fez se lentamente mas por fim conseguimos sair e logo fomos presenteados pela paisagem deslumbrante da Calcedónia e mais ao fundo da Barragem da Caniçada e montes envolventes...É nestes momentos que todo o cansaço desapareçe e todo o esforço despendido até aí é justificado numa só paisagem em breve segundos o Mundo pára, o silêncio invade nos e perdemo-nos naquele verde infinito...
Na descida apesar de alguma confusão inicial ao perdermos o trilho temporariamente, foi feita calmamente apreciando calmamente as magníficas paisagens e observando o belíssimo entardecer que se ia pondo na Serra do Gerês...finalmente estávamos de regresso ao ponto de partida,4 horas depois(tal como a placa informativa indica),um pouco mais cansados mas com mais algumas belas imagens e recordações na nossa memória daquele que é e sempre será o mais belo cantinho do Mundo...


Fotografia:David Gonçalves/Abel Vieira