terça-feira, 22 de junho de 2010

Citação VIII


Se não se for mais além da zona de conforto, se não se exigir constantemente de nós próprios – expandindo e aprendendo á medida que se avança – estamos a optar por uma vida apática. Estamos a negar a nós próprios uma viagem extraordinária.”

Dean Karnazes

Fotografia: Abel Vieira

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ermida-Sombras-Carris-Sombras-Ermida



13-03-2010
Nada melhor do que um trilho novo para festejar o “regresso” ás caminhadas depois de uma paragem forçada...O objectivo seriam as Minas das Sombras, então lá nos dirigimos para Espanha e depois de algumas dúvidas lá chegamos a Ermida do Xures para iniciar a caminhada.
O parque de estacionamento estava praticamente lotado e tudo indicava que iriamos ter companhia pelo caminho, previsão essa que se viria a confirmar, sendo provavelmente o trilho que tenha feito onde me cruzei com o maior numero de “caminheiros”.
A caminhada iniciou se a um ritmo relativamente calmo, o suficiente para desfrutar das novas paisagens e para volta e meia disparar umas quantas fotografias.O frio que se fazia sentir no inicio da caminhada rapidamente iria desparecer conforme iamos subindo, mas as ao longo do trilho iamos sendo brindados com belas cascatas belos vales e pontes em madeira que criavam um cenário absolutamente deslumbrante.
Depois de uma subida bastante cansativa e com o peso das mochilas a fazer se cada vez mais sentir, finalmente chegamos ás Minas das Sombras ali encaixadas no meio do vale quase camufladas no meio da natureza como se a ela sempre tivesse pertencido.
Depois de explorarmos a zona resolvemos seguir ainda para Carris adiando o almoço por mais uma hora, decisão que se mostrou acertada pela belissima paisagem que se ia vendo pelo caminho e por ver Carris e arredores pintados aqui e ali por belissimos mantos brancos.
Depois de um revigorante descanso e almoço o regresso fez se pelo mesmo caminho desta feita de uma maneira bem mais rapida sem nunca deixar de tirar os olhos daqueles cenários edílicos, tentando gravá-los na memoria para sempre…
Ao longo desta bela jornada saboreamos o “sabor” de 4 estações…o frio e ventos gélidos do ínicio da manhã deram lugar a sol e ao calor do meio dia. A neve e o tempo nubelado ao almoço em Carris, foram seguidos por uma neve fraca que começou a cair dando lugar á medida que iamos descendo á chuva que nos acompanhou até ao final do trilho…foi assim mais um belo dia no cantinho mais belo do Mundo…





















Fotografia e texto: David Gonçalves

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Salamandra-lusitânica



A salamandra-lusitânica ou saramantiga (Chioglossa lusitanica) é um anfíbio pertencente à ordem Caudata, endémico do noroeste da Península Ibérica. É a única espécie do género Chioglossa. A sua cauda pode atingir dois terços do comprimento do corpo. Se atacadas, estas salamandras podem soltar a cauda por autotomia, regenerando-a posteriormente. Esta espécie tem várias características morfológicas que as tornam adaptadas a ambientes ribeirinhos, reproduzindo-se em refúgios estivais, tais como minas abandonadas. O seu estado de conservação está actualmente definido como vulnerável pela UICN, dada a degradação contínua do seu habitat, e área de distribuição limitada.

Descrição

Possui um corpo estreito e cilíndrico, raramente ultrapassando os 16 cm de comprimento. Tem uma cauda longa, que nos adultos pode atingir dois terços do comprimento total do animal. Os olhos são protuberantes. As patas dianteiras têm 4 dedos e as traseiras 5. A sua cor básica é o preto e têm 2 listas dorsais de cor dourada ao longo do corpo, que se unem, na cauda. A superfície dorsal pode ter pequenos ponteados azulados. O ventre é cinzento. Quando se sente ameaçada tem a possibilidade de soltar a cauda, que é posteriormente regenerada. É o único salamandrídeo ibérico com essa capacidade.

Distribuição

É uma espécie que ocorre em Espanha e Portugal, confinada à área noroeste da Península Ibérica, onde a precipitação é mais acentuada. Na Espanha está presente na Galiza, Astúrias e parte oeste da Cantábria. Está presente na parte norte de Portugal,Parque Nacional Peneda Gerês e a norte do Rio Tejo. A população mais a sul situa-se na Serra de Alvelos.



Habitat

Habita regiões com precipitação superior a 1000 mm por ano e abaixo dos 1500 m de altitude. Os adultos preferem zonas junto a ribeiros de água corrente de zonas de montanha onde ocorra vegetação densa e rochas cobertas de musgo.Preferem ambientes aquáticos com pH ligeiramente ácido. Durante a época mais seca, migram para refúgios estivais, como barragens e minas abandonadas, onde se dá a reprodução.

Conservação

A espécie é considerada vulnerável pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, integrante da Lista Vermelha do UICN.Como em muitas outras espécies de anfíbios, esta espécie está em declínio principalmente devido à alteração e destruição do habitat, modificação do habitat através de desflorestação e alteração da qualidade da água,intensificação da agricultura, drenagem dos locais de reprodução e devido ao uso local de pesticidas, fertilizantes e outros poluentes. As salamandras-lusitânicas foram também afectadas pelo aumento das monoculturas de eucalipto. A manta morta formada de folhas de eucalipto diminui a quantidade de presas e liberta substâncias tóxicas para as salamandras.
No litoral Norte e Centro de Portugal, a perda da qualidade da água deve-se ao desvio de pequenos ribeiros para uso na rega, e para abastecer zonas urbanas e industriais.
Modelos climáticos prevêem que esta espécie, juntamente com outras espécies de anfíbios ibéricos, diminuam a sua área de distribuição nos próximos 50 a 70 anos devidos às alterações climáticas. Os modelos analisados incluem diminuição da precipitação e aumento da temperatura.

In Wikipédia
Fotografia de Cabeçalho: quercus.pt

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Citação VII


"A mais nobre paixão humana é aquela que ama a imagem da beleza em vez da realidade material. O maior prazer está na contemplação."
Leonardo da Vinci

terça-feira, 18 de maio de 2010

Citação VI


"Sobe as montanhas e acolhe as suas boas aventuranças. A paz da Natureza
fluirá para o teu interior assim como a luz do Sol flúi para o interior das árvores.
Os ventos lhe trarão a frescura; as tempestades a sua energia; enquanto as
preocupações se soltam como as folhas que caem das árvores no Outono."
John Muir
Fotografia: David Gonçalves