segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Citação IX


“Mas se querem ver uma serra bem serrana em que a beleza se desprende apenas dos panoramas que se rasgam desde alterosos balcões de rocha sobre os vales e as fitas de prata dos rios, coleando nos abismos; da abundância tumultosa da frescura das águas, palrando em jorros e cascatas nos declives abruptos; do silvestre e bucólico das matas, em que predomina o carvalho-roble, o pinheiro manso e a urze em flor; da fauna brava onde se contam, embora rareando, a corça, a cabra selvagem, o javali, o lobo e a águia, e onde o próprio habitante, longe de afeiçoar a serra, é moldado por ela a ponto de tornar-se uma rude e vigorosa imagem de humanidade pré-histórica, então venham à Serra do Gerês penetrar-se da sua essência primitiva e cândida.

Jaime Cortesão

domingo, 18 de julho de 2010

Parque Nacional Isla Contoy (Mexico)

Estando tão longe do meu cantinho preferido do Mundo não pude deixar de visitar outros cantinhos bem interessantes, este fica "perdido" entre o Golfo do Mexico e o Mar das Caraíbas, o Parque Nacional Isla Contoy ou "ilha dos pássaros" foi o 1º Parque Nacional do Mexico, criado em 1981.Este fantástico lugar não apagou a saudade do "meu" Gerês, mas deixou uma bela recordação que para sempre iriei lembrar.


Fotografia:Sandra Macedo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O toirão (Mustela putorius)


O toirão é um pequeno e belo carnívoro de hábitos discretos e que se distribui por todo o território continental. Aparentado com o furão, a sua situação populacional é mal conhecida, sendo aparentemente pouco comum.

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS

O toirão (Mustela putorius) é um pequeno carnívoro pertencente à Família dos Mustelídeos. Tem o corpo alongado e cilíndrico e patas relativamente curtas. A cabeça é pequena e achatada e as suas orelhas são pequenas e arredondadas. A característica morfológica que mais facilmente permite a sua identificação é a sua pelagem. O dorso é castanho escuro, os flancos são claros, o ventre quase negro e a cauda é escura. Possui uma mancha branca à volta da boca e queixo e outra entre os olhos e as orelhas, que têm também a extremidade branca. Para além disto a pelagem é lisa, densa e sedosa, sendo a cauda tufada.
Os machos são bastante maiores que as fêmeas (comprimento do corpo varia entre 30.5 a 46 cm nos machos e entre 29 a 35.5 cm nas fêmeas; a cauda mede em média 14 cm nos primeiros e 12.5 cm nas segundas) e normalmente pesam o dobro destas (machos pesam entre 502 a 1522 g e as fêmeas entre 442 e 800 g).

DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA

Ocorre em toda a Europa excepto na Península Balcânica, nas ilhas mediterrânicas, Irlanda e Islândia. Na Escandinávia existe apenas no sul e na Grã-Bretanha ocorre apenas no País de Gales. Em Portugal ocorre em todo o território continental e a sua presença está descrita em praticamente todas as áreas protegidas. Nos Açores e Madeira foi introduzida a sua forma domesticada (furão).
A população existente em Portugal parece ser pouco abundante e a sua tendência populacional é desconhecida.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

Em Portugal tem o estatuto de insuficientemente conhecida (K), ou seja, há falta de informação sobre a espécie. Pertence ao Anexo III da convenção de Berna (espécie parcialmente protegida, sujeita a regulamentação especial) e à Directiva Aves/Habitats (DL 140/99 de 24 de Abril) (anexo B V).

FACTORES DE AMEAÇA

Os principais factores de ameaça no nosso país para esta espécie são a alteração e destruição do habitat (principalmente a drenagem de zonas húmidas), os atropelamentos devido ao tráfego rodoviário, o controlo de predadores e a hibridação com o furão.
A caça furtiva deste animal devido ao valor da sua pele também é outro aspecto preocupante. Em Portugal a venda de peles de toirão não é muito comum, mas na Grã-Bretanha continuam a entrar por ano milhares de peles deste animal.

HABITAT

Tem preferência por zonas húmidas, explorando especialmente o interface terra/água, mas pode frequentar qualquer tipo de habitat que possua as suas presas. A utilização do meio varia essencialmente em função da densidade destas últimas.
Pode escavar o seu próprio abrigo, mas também pode usar antigas tocas de coelho, de raposa ou mesmo de texugo. Também pode refugiar-se em fendas entre rochas. As tocas têm pelo menos uma câmara de dormida e outra de armazenamento de alimento.


ALIMENTAÇÃO

É um predador generalista, mas a sua dieta é claramente carnívora, sendo quase insignificante o consumo de vegetais e de frutos. A essência do seu regime alimentar são os roedores e os lagomorfos (lebre e coelho), tendo como presas secundárias pequenas aves, anfíbios e peixes.
Constitui reservas de alimento quando captura mais presas do que aquelas que necessita para consumo imediato.

REPRODUÇÃO

O cio e o acasalamento verificam-se entre Março e Abril, mas este período pode alterar consoante o clima e a latitude. Os machos são poligâmicos e cobrem todas as fêmeas que os aceitam. Ao contrário de muitos outros mustelídeos, não possui ovo-implantação retardada (ver ficha de texugo). A gestação dura 41 a 42 dias e os partos ocorrem entre Abril e Junho. Podem nascer entre 1 e 12 crias, mas geralmente nascem entre 3 e 7. O desmame verifica-se no final do primeiro mês e tornam-se independentes aos 3 meses.
As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 10 meses e os machos entre os 10 e os 11. Pode viver até aos 14 anos em cativeiro, mas em liberdade não ultrapassa usualmente os 5 anos.

MOVIMENTOS

É um animal solitário com comportamento claramente territorial. A sua actividade é principalmente nocturna e crepuscular, podendo deslocar-se 7.5 Km por noite. Há, no entanto, muitos registos de toirões activos durante o dia, especialmente no Outono e Inverno em climas frios. Quando possui uma fonte abundante de alimento pode ficar a descansar por longos períodos na sua toca.


CURIOSIDADES

O furão (que é utilizado na caça ao coelho) é considerada a forma domesticada do toirão, mas actualmente há alguma controvérsia se será esta a sua origem. Não se tem a certeza se este animal teve origem no toirão ou no toirão-das-estepes (Mustela eversmanni). Os híbridos de furão e toirão são indistinguíveis a partir das suas características externas.
Um facto interessante é que o toirão costuma fazer reservas de rãs no Inverno. Morde-lhes na base do crânio de maneira a que fiquem paralisadas, mas não morram. Assim, consegue mantê-las frescas por longos períodos.
Uma outra curiosidade é que contrariamente à crença popular e ao que muitos textos antigos dizem, o toirão não sangra as suas presas.

LOCAIS FAVORÁVEIS DE OBSERVAÇÃO

É uma espécie dificilmente observável no seu habitat natural devido à sua discrição. No entanto, não é raro encontrar-se indivíduos atropelados em estradas próximo de cursos de água. Possui 5 dedos em cada pata, mas por vezes, só aparecem 4 dedos nas pegadas. Estas medem entre 3 e 3.5 cm de comprimento e 2.4 a 4 cm de largura. Os seus dejectos medem 6 a 8 cm de comprimento e menos de 1 cm de largura. São um pouco mais pequenos que os de marta e fuinha e têm um odor nauseabundo bastante pronunciado. São torcidos e afiados numa das extremidades e normalmente constituídos por pêlos, penas e ossos. Podem ser também viscosos e disformes caso o animal se tenha alimentado de peixe.

In: www.naturlink.sapo.pt
Imagens: carnivora.fc.ul.pt / arcadenoe.sapo.pt

segunda-feira, 28 de junho de 2010

"Ponte do Diabo" na Ponte da Misarela


Este espectáculo contará não só com a animação nocturna como também animação musical e dramática nos restaurantes que estarão distribuídos pelo espaço assim como tascas, e animação diurna durante toda a tarde a partir das 16h onde poderá benzer a barriga, confessar-se ao Padre que conseguiu enganar o Diabo e não só...
Numa parceria entre o Município de Vieira do Minho, Município de Montalegre, Junta de Freguesia de Ferral e Junta de Freguesia de Ruivães , sob a supervisão artística do Centro de Criatividade, criou-se um espectáculo que promete ser uma viagem a um mundo místico, o Mundo da Misarela.

Entre Espíritos e o Diabo, Padrinhos e Afilhados ainda por nascer e Almas em dívida para com o Príncipe das Trevas, estará o magnífico cenário envolvente à Ponte da Misarela. Tal acontecerá no próximo dia 3 de Julho dia em que, por razões que só o além conhece, todos os espíritos resolvem encontrar-se na Ponte do Diabo. Contudo o cenário e a mística da Ponte mudou, transformou-se. A razão? Poderá descobri-la neste espectáculo que acontecerá na Misarela pelas 21h00 do tal dia 03-07 (juntos os números da perfeição...)

In:www.cm-vminho.pt

terça-feira, 22 de junho de 2010

Citação VIII


Se não se for mais além da zona de conforto, se não se exigir constantemente de nós próprios – expandindo e aprendendo á medida que se avança – estamos a optar por uma vida apática. Estamos a negar a nós próprios uma viagem extraordinária.”

Dean Karnazes

Fotografia: Abel Vieira

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ermida-Sombras-Carris-Sombras-Ermida



13-03-2010
Nada melhor do que um trilho novo para festejar o “regresso” ás caminhadas depois de uma paragem forçada...O objectivo seriam as Minas das Sombras, então lá nos dirigimos para Espanha e depois de algumas dúvidas lá chegamos a Ermida do Xures para iniciar a caminhada.
O parque de estacionamento estava praticamente lotado e tudo indicava que iriamos ter companhia pelo caminho, previsão essa que se viria a confirmar, sendo provavelmente o trilho que tenha feito onde me cruzei com o maior numero de “caminheiros”.
A caminhada iniciou se a um ritmo relativamente calmo, o suficiente para desfrutar das novas paisagens e para volta e meia disparar umas quantas fotografias.O frio que se fazia sentir no inicio da caminhada rapidamente iria desparecer conforme iamos subindo, mas as ao longo do trilho iamos sendo brindados com belas cascatas belos vales e pontes em madeira que criavam um cenário absolutamente deslumbrante.
Depois de uma subida bastante cansativa e com o peso das mochilas a fazer se cada vez mais sentir, finalmente chegamos ás Minas das Sombras ali encaixadas no meio do vale quase camufladas no meio da natureza como se a ela sempre tivesse pertencido.
Depois de explorarmos a zona resolvemos seguir ainda para Carris adiando o almoço por mais uma hora, decisão que se mostrou acertada pela belissima paisagem que se ia vendo pelo caminho e por ver Carris e arredores pintados aqui e ali por belissimos mantos brancos.
Depois de um revigorante descanso e almoço o regresso fez se pelo mesmo caminho desta feita de uma maneira bem mais rapida sem nunca deixar de tirar os olhos daqueles cenários edílicos, tentando gravá-los na memoria para sempre…
Ao longo desta bela jornada saboreamos o “sabor” de 4 estações…o frio e ventos gélidos do ínicio da manhã deram lugar a sol e ao calor do meio dia. A neve e o tempo nubelado ao almoço em Carris, foram seguidos por uma neve fraca que começou a cair dando lugar á medida que iamos descendo á chuva que nos acompanhou até ao final do trilho…foi assim mais um belo dia no cantinho mais belo do Mundo…





















Fotografia e texto: David Gonçalves