sexta-feira, 13 de agosto de 2010

VERGONHOSO!!! Chamas atingem Mata do Cabril no Gerês


Um incêndio lavra desde esta manhã na Mata do Cabril, uma das áreas protegidas do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Miguel Dantas da Gama, da direcção do Fundo para Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS), lamenta a falta de prevenção de fogos naquela zona do país.

O fogo começou esta sexta-feira, pouco passava das 08h30, na Mata do Cabril, Serra Amarela, uma das zonas protegidas do parque da Peneda-Gerês. Para o local já foram mobilizados, segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), 25 bombeiros, auxiliados por cinco viaturas e duas aeronaves espanholas.

Miguel Dantas da Gama defende que o fogo, que arde numa das “melhores zonas que existem no parque, em termos de flora e fauna”, poderia ter sido evitado caso se tivessem tomado medidas preventivas.

“O fogo teve início em Vilarinho de Furnas, atravessou a Serra Amarela e está agora na Mata do Cabril. Isto teria sido evitado, se as autoridades competentes tivessem tomado medidas a tempo e horas”, indica o responsável do FAPAS, sublinhando que “deviam ter sido accionadas forças do Exército para desbastar a mata antes que isto acontecesse”.

Segundo Lagido Domingues, director do Parque Nacional da Peneda-Gerês, "as forças especiais de combate têm feito um trabalho notável e barraram ontem a zona principal do incêndio", na Serra Amarela.

O responsável pela reserva natural avança que já foram pedidos reforços para combater o novo foco de incêndio que deflagrou ao início da manhã numa zona de difícil acesso.

Lagido Domingos acrescenta ainda que, recentemente, o parque procedeu a uma acção de prevenção que consistiu na remoção de terra vegetal, até chegar à terra mineral, para evitar a propagação de incêndios.

In: Publico
Foto: PND

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Incendio em Muro - Serra Amarela :Ponto da situação



http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=Lagido-Domingues-incendio-em-Vilarinho-esta-controlado-situacao-na-Serra-Amarela-mais-preocupante.rtp&article=366443

Lágido Domingues: incêndio em Vilarinho está controlado; situação na Serra Amarela mais preocupante

Lágido Domingues, Director do Parque Nacional Peneda-Gerês, afirma que o incêndio em Vilarinho está praticamente extinto e a situação está controlada. Em relação à ocorrência na Serra Amarela, a situação está a evoluir favoravelmente, mas ainda tem uma frente considerável.

Fonte: Antena 1
foto tvi 24

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

PC Vidoeiro – Curral Lomba do Vidoeiro – Curral Carvalha das Éguas



28/03/2010

Este trilho realizado a um domingo á tarde, foi feito com intuito de percorrer o trilho dos Currais, achando que iamos fazer uma caminhada leve e relaxante.
Começando a partir do Parque de Campismo do Vidoeiro, começamos desde logo a perceber que aquela subida ingreme não tinha nada de leve e muito menos de relaxante...Apesar da dificuldade da subida iamos nos embrenhando num belo cenário com muitas árvores e muito verde que “quase” nos faziam esquecer o suor que nos escorria pela cabeça abaixo.Finalmente chegados ao fim de tão ingreme subida deparamo-nos com o Curral da lomba do Vidoeiro e as suas muitas mariolas, um local sem dúvida muito peculiar pela quantidade e diversidade de Mariolas na área envolvente.Daí o trilho torna se muito mais fácil e rapidamente se chega ao Curral da Carvalha das Éguas onde fizemos uma pausa para o merecido lanche e descanso.
Pela falta de tempo resolvemos voltar para trás, mas ficando a promessa de voltar em breve, para desta vez e com mais algum tempo poder perfazer na totalidade o Trilho dos Currais.
Assim se passou o 1º Domingo de Primavera de 2010 no cantinho mais belo do Mundo...











Texto e Fotografia: David Gonçalves

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Citação IX


“Mas se querem ver uma serra bem serrana em que a beleza se desprende apenas dos panoramas que se rasgam desde alterosos balcões de rocha sobre os vales e as fitas de prata dos rios, coleando nos abismos; da abundância tumultosa da frescura das águas, palrando em jorros e cascatas nos declives abruptos; do silvestre e bucólico das matas, em que predomina o carvalho-roble, o pinheiro manso e a urze em flor; da fauna brava onde se contam, embora rareando, a corça, a cabra selvagem, o javali, o lobo e a águia, e onde o próprio habitante, longe de afeiçoar a serra, é moldado por ela a ponto de tornar-se uma rude e vigorosa imagem de humanidade pré-histórica, então venham à Serra do Gerês penetrar-se da sua essência primitiva e cândida.

Jaime Cortesão

domingo, 18 de julho de 2010

Parque Nacional Isla Contoy (Mexico)

Estando tão longe do meu cantinho preferido do Mundo não pude deixar de visitar outros cantinhos bem interessantes, este fica "perdido" entre o Golfo do Mexico e o Mar das Caraíbas, o Parque Nacional Isla Contoy ou "ilha dos pássaros" foi o 1º Parque Nacional do Mexico, criado em 1981.Este fantástico lugar não apagou a saudade do "meu" Gerês, mas deixou uma bela recordação que para sempre iriei lembrar.


Fotografia:Sandra Macedo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O toirão (Mustela putorius)


O toirão é um pequeno e belo carnívoro de hábitos discretos e que se distribui por todo o território continental. Aparentado com o furão, a sua situação populacional é mal conhecida, sendo aparentemente pouco comum.

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS

O toirão (Mustela putorius) é um pequeno carnívoro pertencente à Família dos Mustelídeos. Tem o corpo alongado e cilíndrico e patas relativamente curtas. A cabeça é pequena e achatada e as suas orelhas são pequenas e arredondadas. A característica morfológica que mais facilmente permite a sua identificação é a sua pelagem. O dorso é castanho escuro, os flancos são claros, o ventre quase negro e a cauda é escura. Possui uma mancha branca à volta da boca e queixo e outra entre os olhos e as orelhas, que têm também a extremidade branca. Para além disto a pelagem é lisa, densa e sedosa, sendo a cauda tufada.
Os machos são bastante maiores que as fêmeas (comprimento do corpo varia entre 30.5 a 46 cm nos machos e entre 29 a 35.5 cm nas fêmeas; a cauda mede em média 14 cm nos primeiros e 12.5 cm nas segundas) e normalmente pesam o dobro destas (machos pesam entre 502 a 1522 g e as fêmeas entre 442 e 800 g).

DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA

Ocorre em toda a Europa excepto na Península Balcânica, nas ilhas mediterrânicas, Irlanda e Islândia. Na Escandinávia existe apenas no sul e na Grã-Bretanha ocorre apenas no País de Gales. Em Portugal ocorre em todo o território continental e a sua presença está descrita em praticamente todas as áreas protegidas. Nos Açores e Madeira foi introduzida a sua forma domesticada (furão).
A população existente em Portugal parece ser pouco abundante e a sua tendência populacional é desconhecida.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

Em Portugal tem o estatuto de insuficientemente conhecida (K), ou seja, há falta de informação sobre a espécie. Pertence ao Anexo III da convenção de Berna (espécie parcialmente protegida, sujeita a regulamentação especial) e à Directiva Aves/Habitats (DL 140/99 de 24 de Abril) (anexo B V).

FACTORES DE AMEAÇA

Os principais factores de ameaça no nosso país para esta espécie são a alteração e destruição do habitat (principalmente a drenagem de zonas húmidas), os atropelamentos devido ao tráfego rodoviário, o controlo de predadores e a hibridação com o furão.
A caça furtiva deste animal devido ao valor da sua pele também é outro aspecto preocupante. Em Portugal a venda de peles de toirão não é muito comum, mas na Grã-Bretanha continuam a entrar por ano milhares de peles deste animal.

HABITAT

Tem preferência por zonas húmidas, explorando especialmente o interface terra/água, mas pode frequentar qualquer tipo de habitat que possua as suas presas. A utilização do meio varia essencialmente em função da densidade destas últimas.
Pode escavar o seu próprio abrigo, mas também pode usar antigas tocas de coelho, de raposa ou mesmo de texugo. Também pode refugiar-se em fendas entre rochas. As tocas têm pelo menos uma câmara de dormida e outra de armazenamento de alimento.


ALIMENTAÇÃO

É um predador generalista, mas a sua dieta é claramente carnívora, sendo quase insignificante o consumo de vegetais e de frutos. A essência do seu regime alimentar são os roedores e os lagomorfos (lebre e coelho), tendo como presas secundárias pequenas aves, anfíbios e peixes.
Constitui reservas de alimento quando captura mais presas do que aquelas que necessita para consumo imediato.

REPRODUÇÃO

O cio e o acasalamento verificam-se entre Março e Abril, mas este período pode alterar consoante o clima e a latitude. Os machos são poligâmicos e cobrem todas as fêmeas que os aceitam. Ao contrário de muitos outros mustelídeos, não possui ovo-implantação retardada (ver ficha de texugo). A gestação dura 41 a 42 dias e os partos ocorrem entre Abril e Junho. Podem nascer entre 1 e 12 crias, mas geralmente nascem entre 3 e 7. O desmame verifica-se no final do primeiro mês e tornam-se independentes aos 3 meses.
As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 10 meses e os machos entre os 10 e os 11. Pode viver até aos 14 anos em cativeiro, mas em liberdade não ultrapassa usualmente os 5 anos.

MOVIMENTOS

É um animal solitário com comportamento claramente territorial. A sua actividade é principalmente nocturna e crepuscular, podendo deslocar-se 7.5 Km por noite. Há, no entanto, muitos registos de toirões activos durante o dia, especialmente no Outono e Inverno em climas frios. Quando possui uma fonte abundante de alimento pode ficar a descansar por longos períodos na sua toca.


CURIOSIDADES

O furão (que é utilizado na caça ao coelho) é considerada a forma domesticada do toirão, mas actualmente há alguma controvérsia se será esta a sua origem. Não se tem a certeza se este animal teve origem no toirão ou no toirão-das-estepes (Mustela eversmanni). Os híbridos de furão e toirão são indistinguíveis a partir das suas características externas.
Um facto interessante é que o toirão costuma fazer reservas de rãs no Inverno. Morde-lhes na base do crânio de maneira a que fiquem paralisadas, mas não morram. Assim, consegue mantê-las frescas por longos períodos.
Uma outra curiosidade é que contrariamente à crença popular e ao que muitos textos antigos dizem, o toirão não sangra as suas presas.

LOCAIS FAVORÁVEIS DE OBSERVAÇÃO

É uma espécie dificilmente observável no seu habitat natural devido à sua discrição. No entanto, não é raro encontrar-se indivíduos atropelados em estradas próximo de cursos de água. Possui 5 dedos em cada pata, mas por vezes, só aparecem 4 dedos nas pegadas. Estas medem entre 3 e 3.5 cm de comprimento e 2.4 a 4 cm de largura. Os seus dejectos medem 6 a 8 cm de comprimento e menos de 1 cm de largura. São um pouco mais pequenos que os de marta e fuinha e têm um odor nauseabundo bastante pronunciado. São torcidos e afiados numa das extremidades e normalmente constituídos por pêlos, penas e ossos. Podem ser também viscosos e disformes caso o animal se tenha alimentado de peixe.

In: www.naturlink.sapo.pt
Imagens: carnivora.fc.ul.pt / arcadenoe.sapo.pt