terça-feira, 13 de setembro de 2011

Picanço-de-dorso-ruivo

Lanius colluri



Taxonomia

Família: Laniidae
Espécie: Lanius collurio (Linnaeus 1758).

Estatuto de Conservação:
Global (UICN 2004): LC (Pouco preocupante).
Nacional (Cabral et al. em publ.): NT (Quase ameaçado).

Fenologia: Nidificante estival.

Distribuição:

Global: Nidifica em latitudes médias do Paleárctico Ocidental em climas temperados, mediterrânicos e de estepe, principalmente em zonas continentais e baixas ( Cramp & Perrins 1993). Entre um quarto a metade da distribuição global de nidificação do Picanço-de-dorso-ruivo concentra-se na Europa, desde o Sul da Fenoscândia até ao Norte da região Mediterrânica (Heath 1994). Encontra-se na Albânia, Alemanha, Andorra, Áustria, Bélgica, Bielorússia, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Letónia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Moldávia, Noruega, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia (BirdLife International/European Bird Census Council 2000).
Espécie migradora, invernando principalmente em África (Heath 1994).

Nacional: Em Portugal, a distribuição do Picanço-de-dorso-ruivo encontra-se reduzida aos planaltos e serras do extremo norte e noroeste do país (Rufino 1989). Concentra-se num núcleo central na Serra do Barroso e em bolsas localizadas em Castro Laboreiro, serra da Cabreira, Alvão, Corno do Bico, Vila Verde (Pimenta & Santarém com. pess.), na Nogueira (Patacho 1998) e em Montesinho (Reino 1994).

Tendência Populacional:
Na Europa a espécie tem sofrido um declinio moderado, de forma continuada e generalizada a quase toda a área de distribuição (BirdLife International/European Bird Census Council 2000; Heath 1994).
Em Portugal não há evidências de estar a sofrer declínio populacional, mas como é uma espécie migradora a sua presença depende dos fluxos anuais de migração.

Abundância:
Em Montesinho, entre 1992 e 1993, foram localizados 6 casais (Reino 1994), podendo atingir os 30 casais em ano de maior fluxo migratório (F. Moreira com. pess.); na Nogueira, 3 casais entre 1995 e 1997 (Patacho 1998); no Parque Nacional da Peneda Gerês estimaram-se entre 600 e 800 casais em 1996 (Pimenta & Santarém 1996).

Habitat: Na Europa Ocidental e Central a espécie ocorre em áreas abertas, incluindo urzais, campos agrícolas extensivos, pousios, pastagens, arbustos, plantações jovens e pomares com arbustos dispersos. No Sul da Europa encontra-se também em vinhas, em montes ou montanhas baixas de vegetação esclerófita, e pastagens com algumas árvores (Heath 1994).
Em Portugal frequenta habitats mistos de prados e lameiros com sebes e urzais, ocorrendo ainda em locais totalmente desarborizados. Prefere normalmente os locais situados acima da cota dos 800m
(Rufino 1989).



Alimentação: Alimenta-se principalmente de insectos, nomeadamente de coleópteros, e também de alguns invertebrados, pequenos mamíferos, aves e répteis (Cramp & Perrins 1993).
O Picanço-de-dorso-ruivo procura alimento dentro do território de nidificação, apesar de algum alimento ser capturado fora deste. As fêmeas são menos solitárias que os machos, procurando alimento perto uma das outras (Cramp & Perrins 1993).

Reprodução: Essencialmente solitária e territorial, no entanto também pode ocorrer em pequenos grupos; quando a população é densa e os territórios são contíguos (Cramp & Perrins 1993).
Espécie monogâmica, ambos os progenitores cuidam e alimentam as crias. No entanto, os machos que não acasalam associam-se, por vezes, a famílias ajudando a cuidar das crias (Cramp & Perrins 1993).
No caso de a nidificação falhar, o casal reconstrói o ninho, mas algumas fêmeas acabam por abandonar os machos e procuram outro território; a fêmea é menos fiel que o macho (Cramp & Perrins 1993).
Nidifica em densos arbustos baixos ou então em árvores altas, ficando mais exposta. A fidelidade ao local de nidificação depende do sucesso da reprodução anterior (Cramp & Perrins 1993).

In: Plano Sectorial da Rede Natura 2000 www.icn.pt
Fotos. wikipedia e animaispt.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Querem uma Luz Melhor que a do Sol!



AH! QUEREM uma luz melhor que
a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas
que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol
que o Sol,
O que quero é prados mais prados
que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores
que estas flores -
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" Heterónimo de Fernando Pessoa

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Arado-Teixeira-Arado



25-06-2011

Num dia de muito sol e calor, procurava se um local onde nos pudéssemos refrescar nas águas do Gerês…O local escolhido foi o Prado da Teixeira e as suas refrescantes lagoas…

O problema apesar das magnificas paisagens que este trilho nos oferece foi mesmo o calor que se fazia sentir cada vez mais á medida que íamos subindo, foi até já com algum custo que lá chegamos…sem meias medidas lá se seguiram os merecidos mergulhos e descanso naquelas maravilhosas águas que até nesse dia estavam mais quentes que o habitual…Após bem descansados e refrescados foi hora de satisfazer o estômago para de seguida arrumar as tralhas e regressar desta vez já bem mais frescos e com temperaturas bem mais amenas de final do dia…já se desfrutou bem mais das paisagens no regresso, tivemos até direito a um vislumbre sempre magnifico de alguns garranos que pastavam tranquilamente no Curral Carvalha das Éguas…
Obrigado a todos os companheiros de caminhada, em especial ao Paulo Couto e á Marta Marinho que aceitaram o nosso convite de conhecer um pouco mais deste nosso paraíso natural e que foram uma simpática companhia neste trilho, espero que tenham gostado e sempre que quiserem são bem-vindos para connosco partilharem deste nosso mais belo cantinho do Mundo…





Texto: David Gonçalves

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Citação XIV


“Há algo em nós que responde ao desafio desta montanha e sai ao seu encontro…
O que obtemos desta aventura é unicamente puro prazer.
E prazer é, ao fim e ao cabo, o sentido da vida."

George Mallory

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Depois da tempestade de 2010 a bonança em 2011



Com o nefasto mês de Agosto quase pelas costas, pode-se dizer que até agora 2011 tem sido um ano calmo em termos de incêndios no PNPG...espera-se agora que o mês de Setembro se mantenha calmo como os meses precedentes...Assim sendo pode-se dizer, Boas noticias vindas do mais belo cantinho do Mundo....

Texto e Fotografia: David Gonçalves

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Gerês23 2 Anos!



Quando se faz algo que se gosta realmente o tempo passa a voar...é verdade já lá vão 2 anos e mais virão com certeza. Tem sido com enorme prazer que tenho calcorreado cada pedaço deste nosso Gerês, aliado a isso vão se conhecendo pessoas fantásticas pelo caminho, a todos vocês muito obrigado por me acompanhar neste cantinho...vocês sabem, não sabem?O mais belo cantinho do Mundo...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Portela do Homem – Carris – Nevosa (Dia 2)

Lentamente os olhos vão se abrindo, para um novo dia, o silêncio impera lá fora, um sorriso vai se esboçando no rosto, é verdade, acabamos de acordar e estamos em Carris! Já fora da tenda vê se um céu azul imaculado sem sinais de nuvens…este dia promete, toca a arrumar as tralhas rumo ao grande objectivo…Nevosa!



Dia 2 – Carris – Nevosa – Portela do Homem
19-06-2011


Depois de um pequeno-almoço com vista panorâmica no Penedo da Saudade, iniciamos calmamente o nosso percurso rumo ao Pico da Nevosa, atravessando o complexo mineiro de Carris e passando junto á represa, os cenários matutinos refrescavam-nos a alma e felizes lá continuamos trilho fora…






De Carris ao Pico da Nevosa foi um tirinho mas com umas subidas bastante íngremes e ainda por cima meio a corta-mato tornou se um pouco mais difícil, mas lá conseguimos atingir o cume e a partir daí foi só desfrutar das vistas que são realmente deslumbrantes…a Nevosa é mesmo a varanda do Norte de Portugal!




Depois de aproveitar as belíssimas paisagens pusemos pé no trilho e regressamos ao ponto de partida, Carris. Uma última despedida ao Penedo da Saudade, uma rápida incursão às entradas das minas e alguns edifícios de Carris para de seguida retomar o trilho que nos levaria de regresso á Portela do Homem percorrendo o Vale do Homem tal como no dia anterior.





A descida fez em passo mais acelerado com o pensamento nas lagoas do Rio Homem onde tínhamos combinado parar para refrescar e descansar o corpo pois a esta altura do dia, o calor já se fazia sentir e de que maneira! Chegados á Lagoa foi dito e feito…uma bela maneira de terminar um fim-de-semana espectacular. Daí ate ao fim do estradão foi um estantinho e tal como bandidos ou criminosos lá nos enfiamos apressadamente no táxi acabadinho de chegar, fugindo assim ás malditas taxas e leis que tanto afectam aqueles que mais amam o nosso Gerês…




Obrigado pelo companheirismo ao grupo que me acompanhou neste fim-de-semana maravilhoso: Sandra Macedo, Abel Vieira, Leandra Cardoso e Raoul Silva.
Assim se passou mais um fim-de-semana n mais belo cantinho do Mundo…

Texto: David Gonçalves