Quem adivinha onde foi tirada esta foto?
sábado, 16 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Arado-Prado da Teixeira
01/01/2011
Há sempre um bom motivo para ir visitar os Prados da Teixeira e quando não há vai se na mesma!!!
Neste caso tinha um bom motivo e como estava a entrar numa fase em que cada vez tinha menos tempo para ir para a Serra, todas as oportunidades tinham de ser aproveitadas...Por essa altura acabados de entrar em Novembro, os dias mostravam se cada vez mais pequenos e como só começamos a caminhada de tarde tivemos de fazê-a numa passo mais ligeiro mas ainda assim deu para retemperar forças e limpar a mente de todos os problemas do dia a dia. A Teixeira lá estava como sempre linda e preparada para receber mais um Inverno que finalmente aí vem...soube a pouco, sim é verdade, mas ainda assim foi bom...como dizia o poeta "vale sempre a pena quando a alma não é pequena" neste caso, vale sempre a pena quando é no mais belo cantinho do Mundo...
Venha visitar o Gerês e traga muito dineiro consigo!
De que adianta fazer acções promocionais como esta, quando vigoram leis absurdas que nos proíbem de usufruir livremente dos encantos da natureza!
Esta promo está sem dúvida nenhuma muito bem conseguida mas a mensagem permanece incompleta...
Deixem de enganar o Povo!Visitem o Gerês SIM!Mas não se esqueçam de trazer dinheiro nos bolsos porque senão o máximo que poderão ver será o que se vê das estradas do interior dos vossos veículos!
Esta promo está sem dúvida nenhuma muito bem conseguida mas a mensagem permanece incompleta...
Deixem de enganar o Povo!Visitem o Gerês SIM!Mas não se esqueçam de trazer dinheiro nos bolsos porque senão o máximo que poderão ver será o que se vê das estradas do interior dos vossos veículos!
terça-feira, 5 de junho de 2012
Gerês...O maravilhoso mundo das surpresas
Este fim de semana, tive o prazer de por acaso cruzar-me pela serra, com os Amigos Órion e Lírio do blogue Cabra do Gerês. O destino foi alterado e juntos seguimos...Obrigado pelo excelente dia, pela partilha de conhecimentos e pelos bons momentos...São dias como esse que fazem do Gerês, o maravilhoso mundo das surpresas e no sempre mais belo cantinho do Mundo...
domingo, 27 de maio de 2012
Curso de Identificação de Aves de Montanha
O portal avesdeportugal.info vai realizar a 23 de Junho um curso online gratuito sobre a identificação das aves de montanha. A inscrição é obrigatória.
"Neste curso serão apresentadas as várias espécies de aves que podem ser vistas regularmente nas zonas montanhosas de Portugal (nomeadamente nas serras da Estrela, do Gerês e de Montesinho) e serão igualmente explicados, com recurso a conteúdos multimedia, os principais critérios para a sua identificação visual e auditiva no terreno", explicam os organizadores.
Pré-requisitos: Acesso a computador com ligação à Internet de banda larga e colunas (ou qualquer outra forma de ouvir som, uma vez que o seminário será ministrado com voz). Competências básicas de navegação na Web.
Contactos: Email: cursos@avesdeportugal.info
sexta-feira, 25 de maio de 2012
O Gerês por Miguel Torga VII
Devo à paisagem as poucas alegrias que tive no mundo. Os homens só me deram tristezas. Ou eu nunca os entendi, ou eles nunca me entenderam. Até os mais próximos, os mais amigos, me cravaram na hora própria um espinho envenenado no coração. A terra, com os seus vestidos e as suas pregas, essa foi sempre generosa. É claro que nunca um panorama me interessou como gargarejo. É mesmo um favor que peço ao destino: que me poupe à degradação das habituais paneladas de prosa, a descrever de cor caminhos e florestas. As dobras, e as cores do chão onde firmo os pés, foram sempre no meu espírito coisas sagradas e íntimas como o amor. Falar duma encosta coberta de neve sem ter a alma branca também, retratar uma folha sem tremer como ela, olhar um abismo sem fundura nos olhos, é para mim o mesmo que gostar sem língua, ou cantar sem voz. Vivo a natureza integrado nela. De tal modo, que chego a sentir-me, em certas ocasiões, pedra, orvalho, flor ou nevoeiro. Nenhum outro espectáculo me dá semelhante plenitude e cria no meu espírito um sentido tão acabado do perfeito e do eterno. Bem sei que há gente que encontra o mesmo universo no jogo dum músculo ou na linha dum perfil. Lá está o exemplo de Miguel Angelo a demonstrá-lo. Mas eu, não. Eu declaro aqui a estas fundas e agrestes rugas de Portugal que nunca vi nada mais puro, mais gracioso, mais belo, do que um tufo de relva que fui encontrar um dia no alto das penedias da Calcedónia, no Gerez. Roma, Paris, Florença, Beethoven, Cervantes, Shakespeare... Palavra, que não troco por tudo isso o rasgão mais humilde da tua estamenha, Mãe!
Miguel Torga, in "Diário (1942)"
quarta-feira, 16 de maio de 2012
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