sexta-feira, 27 de julho de 2012

NÃO DEIXE OS LOBOS SEM ABRIGO!







O Grupo Lobo apela aos sócios, “pais adoptivos”, amigos e fãs para que, todos juntos, possamos continuar o desenvolvimento do projecto Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI). 
O CRLI foi criado em 1987 pelo Grupo Lobo com o objectivo de acolher lobos que não podem viver em liberdade: animais vítimas de armadilhas, de maus tratos e de cativeiro ilegal.
Os lobos que aqui encontram refúgio têm um importante papel na conservação desta espécie, sendo verdadeiros embaixadores dos lobos em liberdade junto da opinião pública motivando-a para a conservação do último grande carnívoro do nosso País.
Todos os anos, milhares de jovens e adultos têm a oportunidade de ver, pela primeira vez um lobo, quando visitam o Centro, sendo informados dos perigos que corre esta espécie ameaçada de extinção em Portugal, ao mesmo tempo que lhes é disponibilizada informação sobre a sua biologia e ecologia.
Hoje, a continuação do CRLI está em risco e depende da aquisição dos 17 hectares de terreno onde actualmente se localiza.
O Grupo Lobo apela a todos no sentido de contribuírem, na medida da disponibilidade de cada um, para a compra destes terrenos tão importantes para este projecto. Qualquer donativo, por pequeno que seja, pode fazer a diferença; todos juntos, podemos permitir que o Centro continue por muitos mais anos a contribuir para a conservação do lobo.
Com a vossa ajuda vamos continuar a nossa missão, dando a conhecer o lobo ibérico, elemento fundamental dos ecossistemas ibéricos, personagem de tantos contos populares, e dando um contributo decisivo para a sua conservação!
Não deixemos que se extinga mais um pouco de Portugal.



AJUDE AQUI:


http://lobo.fc.ul.pt/?page=conteudos%2Fajudar

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Os eternos guias da montanha X


Esta mariola localiza-se num trilho que liga a lomba de pau a carris de maceira. Em pano de fundo consegue se vislumbrar o Prado do Vidoal do outro lado do vale...

sábado, 7 de julho de 2012

As Lendas da Ponte da Misarela



«Conta-se que há muitos anos, entre duas aldeias, Frades e Vila Nova, os moradores sentiam a necessidade de construir uma ponte, que serviria de passagem não só para eles mas também para os seus animais.
Após terminar, regressaram satisfeitos às suas casas. No dia seguinte, qual não foi o espanto, quando viram a ponte derrubada. Mas isto não foi motivo para desistirem e logo a reconstruíram novamente. Desta vez, enquanto a construíam, a ponte começou a estalar, a estalar, até que acabou por cair. Então as pessoas disseram umas para as outras:
– Isto só pode ser artimanha do diabo.
E de repente ouviram uma voz alta dizer:
− Nunca conseguireis segurá-la em pé.
Aflitos, correram a contar ao padre da freguesia o que ali se tinha passado. O padre, surpreendido e num tom animador, disse:
– Homens, voltai a reconstruí-la, porque desta vez não vai cair.
Pela trigésima vez, a ponte iria ser reconstruída, mas desta vez o padre acompanhou-os, levando um pão benzido debaixo do capote. Quando foi colocada a última pedra, a ponte começou a torcer-se, dando sinais de que iria cair. Então o padre lançou o pão a rebolar pela ponte e disse:
– Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O diabo, ao ouvir as palavras de Deus, fugiu e a ponte ficou sempre torta como se tivesse o ombro do diabo marcado quando estava a empurrá-la.
Não só aconteceu o milagre do pão como também desde esse dia outro milagre aconteceu: que é o de salvar os filhos das mães que tanto os desejavam e que nunca conseguiram dar-lhes vida, pois estes nasciam mortos após os seis ou sete meses de gravidez.
Uma mulher que já tivesse passado pela situação descrita e estivesse novamente grávida, deveria ir até à ponte da Misarela levando consigo dois acompanhantes e deveriam à meia-noite em ponto estar em cima do arco da ponte. Os acompanhantes teriam de se colocar um em cada entrada da ponte para impedirem que nenhum animal passasse, ainda que fosse um rato, pois se assim fosse o milagre não se realizava.
A mulher grávida e os acompanhantes teriam de esperar em cima da ponte até que alguém passasse para baptizar a criança ainda dentro da barriga da mãe. Para o baptizado, levavam um jarro e uma corda comprida e, quando aparecesse a primeira pessoa, pediam-lhe para ser o padrinho ou madrinha da criança.
Então o padrinho ou a madrinha teriam de cortar ao lado da ponte um ramo de oliveira. De seguida lançava o jarro preso na corda abaixo da ponte e com a água que conseguisse colher molhava o ramo e fazia uma cruz na barriga da mãe dizendo:

Eu te baptizo
em nome do Pai,
do Filho,
e do Espírito Santo.

Se fores rapaz,
teu nome será Gervás;
e se fores rapariga,
teu nome será Senhorinha.

Pelo poder de Deus
e da Virgem Maria,
um pai-nosso
e uma avé-maria.

Após o baptizado, regressavam a casa e dali a nove meses o bebé nascia com saúde. E não só nascia o primeiro filho como também outros que o casal desejasse sem necessidade de um tratamento hospitalar».

Fotografia: David Gonçalves