quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Parabéns Amigo!



Parabéns Amigo, espero ter te sempre a meu lado a caminhar tanto por esses montes como também pela vida fora...

Loucos e Santos

Eu escolho os meus amigos não pela pele ou outro caracteristica qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco...
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Eu escolho os meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo os loucos e santos, brincalhões e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

As Maravilhas do PNPG Nº2

Mata da Albergaria



A Mata de Albergaria é um dos mais importantes bosques do Parque Nacional da PenedaGerês (PNPG), constituída predominantemente por um carvalhal secular que inclui espécies características da fauna e da flora geresianas. Guarda também um troço da Via Romana - Geira - com as ruínas das suas pontes e um significativo conjunto de marcos miliários.
A baixa presença humana nesta mata não rompeu, até há poucos anos, o frágil equilíbrio do seu ecossistema, cuja riqueza e variedade contribuíram para a sua classificação pelo Conselho da Europa, como uma das Reservas Biogenéticas do Continente Europeu. É também, nos termos do Plano de Ordenamento do Parque, classificada como Zona de Protecção Parcial da Área de Ambiente Natural.

In: www.serradogeres.com
Fotografia:David Gonçalves

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Gerês por Miguel Torga III

Rendição



Vem, camarada, vem
Render-te neste sonho de beleza!
Vem olhar doutro modo a natureza
E cantá-la também!


Ergue o teu coração como ninguém;
Fala doutro luar, doutra pureza;
Tens outra humanidade, outra certeza:
Leva a chama da vida mais além!


Até onde podia, caminhei.
Vi a lama da terra que pisei
E cobri-a de versos e de espanto.


Mas, se o facho é maior na tua mão,
Vem, camarada irmão,
Erguer sobre os meus versos o teu canto.

Miguel Torga

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Víbora de Seoane


Vipera seoanei Lataste, 1879

Taxonomia:
Reptilia, Serpentes, Viperidae.

Tipo de ocorrência:
Residente.

Classificação:
EM PERIGO.

Fundamentação:
Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação inferiores a cerca de 2.000 e 200 km2, respectivamente. Apresenta fragmentação elevada e um declínio continuado da extensão de ocorrência, área de ocupação,
qualidade dos habitats, do número de localizações e do número de indivíduos maduros.

Distribuição:
Esta espécie distribui-se pelo Noroeste de Portugal Continental, Norte de Espanha e em áreas de reduzidas dimensões no extremo Sudoeste de França
(Gasc et al. 1997).
Em Portugal, ocorre no Minho e em Trás-os-Montes, com uma distribuição restrita a 1,3% do território continental português (Godinho et al. 1999, Ferrand de Almeida et al. 2001).

População:

A víbora de Seoane apresenta um reduzido efectivo populacional, repartido por três subpopulações isoladas entre si: (I) Paredes de Coura; (II) Castro Laboreiro e Soajo e (III) Tourém, Montalegre e Larouco (Godinho et al. 1999, Ferrand de Almeida et al. 2001, Brito & Crespo 2002).
Estas subpopulações encontram-se associadas a zonas fragmentadas de habitat favorável, cuja progressiva perda e degradação sugerem declínio nos seus efectivos populacionais.

Habitat:

Ocorre principalmente em zonas de lameiros, pastagens, prados e matagais, frequentemente rodeados por muros de pedra, com cobertura arbustiva baixa, mais ou menos densa, na proximidade de cursos de água. Pode ainda ocorrer em zonas de floresta (Ferrand de Almeida et al. 2001, Brito & Crespo 2002, Brito 2003c).

Factores de Ameaça:

As principais ameaças que têm vindo a afectar as populações da víbora de
Seoane são a perda e a degradação do habitat por acção antropogénica devido
fundamentalmente a: (I) fogos; (II) abandono da agricultura tradicional, nomeadamente, o corte dos fenos com gadanha em favor das máquinas industriais e (III) a implantação de infra-estruturas urbanas. Estes factores de ameaça são comuns às populações que ocorrem na Galiza (Braña 1997, Galán 1999, Braña 2002) e têm contribuído para a fragmentação das áreas de habitat favorável para esta espécie, tornando-se problemática a sobrevivência, a longo-prazo, destes isolados.
Constituem ainda factores de ameaça com efeitos consideráveis a mortalidade
por atropelamento nas estradas e a perseguição directa em virtude da aversão ou de crenças populares (Brito 2003c, Brito & Álvares 2004)
Para além destes factores, a víbora de Seoane apresenta um conjunto de características biológicas, tais como crescimento lento, maturação sexual tardia, frequência de reprodução bienal, mobilidade reduzida, bem como elevada especialização trófica e na utilização dos habitats (Braña 1978, Braña et al. 1988, Braña 1997,Brito & Crespo 2002, Brito 2003c). Estas características dificultam a colonização de novos habitats favoráveis que se encontrem mesmo a curta/média distância.
Assim, a espécie encontra-se bastante vulnerável a alterações e perdas de
habitat.

Medidas de Conservação:

É fundamental proceder-se à manutenção e conservação dos seus habitats,sendo considerado relevante: (a) empreender acções mais eficazes na prevenção de incêndios florestais;(b) conservar as sebes e muros de pedra que servem para delimitar os lameiros e terrenos agrícolas; (c) conservar as áreas florestais autóctones; (d) conservar habitats de montanha e ainda (e) procurar manter, sempre que possível, as práticas agrícolas tradicionais, nomeadamente incentivar o corte dos fenos a uma altura ligeiramente superior em relação ao solo.Consideram-se também necessárias iniciativas de educação a nível escolar, bem como campanhas de sensibilização. São também relevantes as acções de investigação dirigidas para a determinação dos efectivos populacionais e da área de distribuição, principalmente no núcleo de Paredes de Coura, onde a situação das suas populações é desconhecida.



In:"LIVRO VERMELHO DOS VERTEBRADOS DE PORTUGAL"
Outra bibliografia consultada:
Saint-Girons & Duguy (1976); Saint-Girons (1981); Brito (2003a)
Wikipedia.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Domingo com neve no PNPG




Alguma neve para alegrar as gentes...
Muita incompetencia dos seviços do PNPG mais uma vez na ementa...

David Gonçalves

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mezio - Promessa de lá voltar...



6 de Junho 2009

Foi uma curta passagem pelo Mezio mas chegou para despertar a curiosidade e ficar a promessa no ar de um dia lá voltar...



David Gonçalves
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